Pular para o conteúdo
Todos os conceitos

Engenharia social

O golpe ataca a pessoa, não o sistema, com pressa, emoção e troca de canal. A defesa é confirmar por um canal que você já conhecia.

Uma mensagem chega de um número desconhecido:

Oi vó, é o Bruno! Meu celular quebrou, esse é o novo. Preciso de R$ 600 pra hoje,
faz um Pix nessa chave de um amigo? Não conta pra mãe, depois te explico.

Nenhum sistema foi invadido. O alvo é a pessoa, e o nome disso é engenharia social: convencer alguém a fazer, por vontade própria, o que o golpista quer. Os golpes repetem sempre as mesmas alavancas:

Alavanca No exemplo
troca de canal "esse é o número novo"
urgência "pra hoje"
emoção o neto em apuro
dinheiro para terceiro "chave de um amigo"
segredo "não conta pra mãe"

Cada alavanca sozinha é só um indício: gente de verdade também troca de número e tem pressa. O que separa o neto do golpista é uma verificação fora da conversa suspeita, por um canal que você já tinha antes desse contato: o número antigo salvo, uma ligação de voz, outro parente, o aplicativo oficial do banco. A conversa suspeita nunca serve para se confirmar a si mesma, porque quem responde é o golpista.

número novo pressa e segredo chave de outra pessoa não atende ligação não serve para se confirmar você pede um Pix pergunta responde canal antigo número salvo ligação de voz outro parente já era seu antes do contato
O número novo pede dinheiro com pressa e segredo; a verificação vai pelo canal antigo, que já era conhecido antes do contato, e a resposta dele decide.

Perguntas pessoais ajudam ("qual o nome do cachorro?"), mas muita coisa está nas redes sociais. A prova mais forte é a contradição: se o golpista diz que o celular antigo estragou e o número antigo continua mandando mensagem, a história caiu. Numa investigação, alinhe as duas conversas pelo horário e procure o que uma diz e a outra desmente.

Aparece nestes desafios