A janela entre o patch e a aplicação
O conserto costuma existir antes do ataque; o risco mora no tempo até ele ser instalado.
Quando um bug é descoberto, o fabricante lança uma correção (patch). Mas um patch só protege depois de instalado, e muita gente demora. Esse intervalo entre o patch existir e ser aplicado é a janela de exposição, e é nela que os grandes incidentes acontecem.
No EternalBlue (CVE-2017-0144), a Microsoft lançou a atualização MS17-010 em março de 2017. Dois meses depois, o ransomware WannaCry se espalhou pelo mundo usando o mesmo bug; quem já tinha aplicado a atualização não foi atingido. O Dirty COW (CVE-2016-5195), uma condição de corrida no copy-on-write do kernel Linux, teve a mesma lição: a defesa era a atualização de kernel. Em ambos, o patch já existia.
A defesa não é glamourosa: aplicar atualizações sem demora, desligar serviços antigos (como o SMBv1) e não expor portas desnecessárias na borda. Exposição mais patch não aplicado é a história inteira de muitos ataques famosos.