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Registros de fluxo de rede

Um resumo de cada conversa na rede: origem, destino, porta e quantos bytes correram.

Nem sempre dá para guardar todo o tráfego da rede, mas dá para guardar um resumo de cada conversa: um registro de fluxo. Cada linha diz quando a conexão começou, o endereço de origem, o de destino, a porta, o protocolo e quantos bytes foram enviados e recebidos. Numa planilha, cada fluxo é uma linha e cada campo é uma coluna.

Para achar exfiltração (dados saindo), a ideia é comparar com o normal. O truque mais simples: ordenar pela coluna de bytes enviados, de cima para baixo. Aí você olha os maiores e pergunta duas coisas:

  • O destino é interno ou externo? Um backup noturno que manda muitos bytes para outra máquina da própria rede (um endereço 192.0.2.x, por exemplo) é rotina. Muitos bytes saindo para um endereço de fora são suspeitos.
  • A hora faz sentido? Um envio grande de madrugada, quando ninguém está trabalhando, chama mais atenção que o mesmo envio no meio do dia.

Cuidado com dois disfarces: uma máquina de monitoramento abre muitos fluxos, mas cada um com pouquíssimos bytes (ela só cutuca os outros servidores); e uma transferência enorme pode ser legítima se o destino for interno. Exfiltração é volume grande para fora, em geral em hora estranha.

hora origem destino bytes enviados 03:12 192.0.2.30 203.0.113.45 01:00 192.0.2.30 192.0.2.51 09:00 192.0.2.5 192.0.2.30 09:00 192.0.2.5 192.0.2.51 09:00 192.0.2.5 192.0.2.60 para fora, de madrugada interno: rotina de backup monitor: muitos fluxos, poucos bytes cada
Com os fluxos ordenados por bytes enviados, o envio grande para fora de madrugada é o suspeito; o grande envio interno é o backup de rotina, e o monitor aparece em muitos fluxos de poucos bytes.

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